Ou não
quarta-feira, 21 de setembro de 2011
poeminha de um choque de realidade
"só se foi, com sequência.
ontem fui indecência
hoje só sofredor
da consequente inconsequência"
ontem fui indecência
hoje só sofredor
da consequente inconsequência"
sábado, 20 de agosto de 2011
Verônica II
Quem dos meus próximos sabe quem é Betty Carter?
Ah, sim! Os pseudointelectuais dizem que sim, mas olha só, os pseudointelectuais dos tempos atuais cultivam relacionamentos abertos, abertíssimos, tão abertos que não se vê nem fim nem começo, tão aberto que nesta amplitude não se encontram melodramas românticos. Melodramas românticos num relacionamento livre de um pseudointelectual?
Há! Depois dessa não venham me dizer quem é Betty Carter.
"How i miss our stolen little moments,
the many times i´m not with you,
they are such precious stolen moments..."
Betty carter foi soando baixinho no meu foninho e eu fiquei aqui pensando que eu queria ter a coragem de te dizer que eu tava indo correr o mundo. Não a coragem de um pseudointelectual cultivando sua liberdade.
Eu queria a coragem de um melodramático pra dizer que eu não te quero mais, só pra ter que te ouvir me pedindo de volta.
"
'Cause whenever you´re gone and
I know you´re not here,
It´s so hard to remember when you disappear,
With your face always there right in front of me dear,
that you belong to her..."
Ah, sim! Os pseudointelectuais dizem que sim, mas olha só, os pseudointelectuais dos tempos atuais cultivam relacionamentos abertos, abertíssimos, tão abertos que não se vê nem fim nem começo, tão aberto que nesta amplitude não se encontram melodramas românticos. Melodramas românticos num relacionamento livre de um pseudointelectual?
Há! Depois dessa não venham me dizer quem é Betty Carter.
"How i miss our stolen little moments,
the many times i´m not with you,
they are such precious stolen moments..."
Betty carter foi soando baixinho no meu foninho e eu fiquei aqui pensando que eu queria ter a coragem de te dizer que eu tava indo correr o mundo. Não a coragem de um pseudointelectual cultivando sua liberdade.
Eu queria a coragem de um melodramático pra dizer que eu não te quero mais, só pra ter que te ouvir me pedindo de volta.
"
'Cause whenever you´re gone and
I know you´re not here,
It´s so hard to remember when you disappear,
With your face always there right in front of me dear,
that you belong to her..."
sábado, 6 de agosto de 2011
Eu não preciso de nada
além do que é pouco.
Eu preciso apenas
de uma mísera idéia que
pulse ou um mísero sentimento
que ilumine minha ânsia
de alguma idolatria.
Pois se a alegria repousa e
o relento aquece a cama,
não me preocupo mais se estou
de pé
ou sentada no ônibus ou
ainda se estou ao lado
daquele que nunca vi,
daquele que supostamente amo,
daquele que há tempos não aceno.
Mas se eu tenho um
pequeno grão de areia,
sei que posso, sei que sou.
Basta um pequeno grão de areia
para iluminar todas as banais
fatalidades da vida.
além do que é pouco.
Eu preciso apenas
de uma mísera idéia que
pulse ou um mísero sentimento
que ilumine minha ânsia
de alguma idolatria.
Pois se a alegria repousa e
o relento aquece a cama,
não me preocupo mais se estou
de pé
ou sentada no ônibus ou
ainda se estou ao lado
daquele que nunca vi,
daquele que supostamente amo,
daquele que há tempos não aceno.
Mas se eu tenho um
pequeno grão de areia,
sei que posso, sei que sou.
Basta um pequeno grão de areia
para iluminar todas as banais
fatalidades da vida.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
A arte é minha mãe
toda vez que eu tenho vontade
de me dissolver e dar um berro desbocado,
é na cara dela que eu grito: VÁ PRO INFERNO, PORRA!
de me dissolver e dar um berro desbocado,
é na cara dela que eu grito: VÁ PRO INFERNO, PORRA!
sexta-feira, 17 de junho de 2011
Ela vem me dizer que odeia gente medíocre e me deixa neste beco sem saída.
Desgraçada! Não há um puto que não tenha lá suas mazelas e de vez em quando as ignore. Ninguém QUER se fuder. A não ser no gozo, mas aí também...Vou dizer pra ela que isso é sonho. Que é loucura dela. Que ela nem imagina que. Então é isso. Fica dizendo que são um bando de merda. Mas até a merda quer ser feliz. Finge que é esterco e aduba e pronto. Até a merda querendo ser feliz vira a porra do esterco. Mas ela provavelmente vai vir com um papo de que este assunto é nojento. Aquela mania puta de lavar a mão depois comer em vez de ir logo lambendo os dedos como eu, acha tudo isso muito anti-higênico. Se bobear esteriliza todos os dias sua língua pra surgir com aquele empolamento todo. E eu fico falando merda, merda mesmo. Só que quando a gente sabe que merda é merda nada vira esterco. Mas fede.
Então fico perdida e me vejo obrigada a ir mostrando aos poucos a minha tristeza que ela não quer ver. Mas vou fazendo em pequenas confissões para que ela não me culpe me chamando desonesta. Se não digo que.
(E se ela ainda assim não se der por contente mando uma dúzia de impropérios que deixem seu olho roxo. Afinal exigir uma coisa destas é mesmo dar a cara a tapa.)
Então fico perdida e me vejo obrigada a ir mostrando aos poucos a minha tristeza que ela não quer ver. Mas vou fazendo em pequenas confissões para que ela não me culpe me chamando desonesta. Se não digo que.
(E se ela ainda assim não se der por contente mando uma dúzia de impropérios que deixem seu olho roxo. Afinal exigir uma coisa destas é mesmo dar a cara a tapa.)
domingo, 15 de maio de 2011
ele vem com um afagado e nos enrola num edredom na cama,
depois ele nos tira dela com uma mãozinha. Nos abraça e nos bota pra fora de casa.
O tempo é tão maternal que tem o poder, unicamente seu, de nos fazer acostumar a tudo.
E eu lhe agradeço
-por não me permitir à loucura solidão
e eu lhe imploro
-à falta de amor jamais quero me acostumar.
O tempo é tão maternal que tem o poder, unicamente seu, de nos fazer acostumar a tudo.
E eu lhe agradeço
-por não me permitir à loucura solidão
e eu lhe imploro
-à falta de amor jamais quero me acostumar.
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