quarta-feira, 30 de março de 2011

Todas as minhas angústias se unem num BUM e eu vivo um dia inteiro de dores do mundo. Eu posso esperar que passa, mas se eu fujo das dores do mundo então o futuro incerto se tranforma em futuro quieto e irrefutável?

quinta-feira, 17 de março de 2011

Hipocondria de João Cristóvão

dores nos pés, alto demais.
dores no peito, muita (com)paixão.
Com urgência ao hospital
dirigiu-se em seu auto:
- Senhor J.C. isto são dores da mente,
vacine-se contra autocomiseração.
- O álcool me inibe todas as idéias.
- Ah! Mas o álcool me libida o corpo todo.

segunda-feira, 14 de março de 2011

agora sim deixe pra lá...

Eu poderia jogar uma partida de futebol sem intevalos e ainda assim me sentiria pouquíssimo cansada, talvez eu pudesse também atravessar a cidade com uma bicicleta que o meu corpo não daria sequer o menor sinal de cansaço, desde que eu acreditasse em minha disposição. Correria, nadaria, pularia, sairia saltidando entre os bares e prostíbulos gritando que o último é mulher do padre, tenho certeza que sou capaz de tudo isso sem reclamar, desde que tenha força de vontade.
Bom, eu não tenho. A culpa é da minha sensatez, com certeza. Ser muito sensata dá nisso. A sensatez consume todas minhas energias. Minha mãe culpa minha desorganização. Eu culpo minha sensatez por não arrumar a cama, tirar o lixo, secar a louça. E acham pouco culpá-la. Não sei ao certo se não se pode culpar a sensatez de alguém ou se não acreditam que somos íntimas. Mas acho mesmo insensato correr atrás de vassoura quando se pode ponderar e refletir. A não ser que você seja uma bruxa. Aí seria plausível. o que não é o meu caso - apesar das minhas maldades irrefutáveis eu invés de vassoura procuro pensar e pensar sobre como correr da vaidade humana, minha maior miséria que mais me afasta de mim.

-é por isso que sou extremamente pragmática e prefiro andar com a roupa amassada a matar - mesmo que só por 15 minutos - todas as minhas resoluções sobre minhas psicoses com um ferro de passar roupas.

sábado, 12 de março de 2011

De repente ela chega gostosíssima e beija minha boca. Eu ardendo de desejo. Meus deus esta mulher. Vou deslizando minha mão e a cabeça e o coração fervendo. O corpo todo. Ela faz uma promessa de me desnudar e levar pra cama. Ah eu fico Louca.
Fecho os olhos e relaxo: filha da puta da inspiração, me perdi no seu jogo e num escrevi porra nenhuma.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Dizem por aí que sou louca. Nunca me estranhei. Mas agora há o saber disso tudo: É que todos sabem que eu tenho a coragem de não fugir de mim.