quinta-feira, 14 de abril de 2011

A primeira vez que vi a Bruxa má, mais má de todas

Deixar cair um copo d´água é de me morder de raiva e ainda esta mulher zombando de mim. Tudo bem, é só um olhar indiferente. Mas há em seu olhar algo que inspira maldade. não a maldade de nós maus mas normalíssimos quaisqueres. O seu olhar sabe que meu rabo de olho vê todíssimas as gargalhadas que ela dá por dentro repartidas em mil cacos de vidro como meu copo d´agua. E embora eu tenha jogado todo meu corpo pra longe da sua vista meu rabo de olho já me denunciou e ela sabe que eu sei de seu poder de rir-se de mim pelos rabos e cacos.
Fui catadando os cacos e eis que suspirou a Bruxa má, mais má de todas, voltando seu olhar para outros assuntos de ordem de feitiçaria maior, com um sorriso meio irônico que não moveu sequer um centímetro de seus lábios

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Sobre minha inocência e as primas obras

Quando me encontro com o sublime sou apenas o medo e a alegria da recém liberdade. Sou escravo recém alforriado que primeiro sorri e depois percebe-se dependente de outra escravidão.
O sublime anestesiou meu corpo e quando passou o efeito a mente quis passar também, mas ficou estancada no meio da caminho.

como retornar à rotina depois de deliciar-se em super macia seda de arte?

sexta-feira, 1 de abril de 2011

A doce Pêra Olívia olhou em meus olhos

e com os seus, tristonhos
e chorosos me disse que eu
era forte pois quase não
chorara por ter perdido
meu pirulito - como ela havia perdido o seu.

Mas eu não era eu
na ausência dele
Eu fui menos giz-de-cera,
menos canetinha e muito menos princesa.

Hoje eu e Pêra Olívia,com
seus olhos agora alegres
e travessos, rimos juntas
das nossas descomposturas
dos meus desenhos e
da poesia em que virou nossa casa.