sexta-feira, 1 de abril de 2011

A doce Pêra Olívia olhou em meus olhos

e com os seus, tristonhos
e chorosos me disse que eu
era forte pois quase não
chorara por ter perdido
meu pirulito - como ela havia perdido o seu.

Mas eu não era eu
na ausência dele
Eu fui menos giz-de-cera,
menos canetinha e muito menos princesa.

Hoje eu e Pêra Olívia,com
seus olhos agora alegres
e travessos, rimos juntas
das nossas descomposturas
dos meus desenhos e
da poesia em que virou nossa casa.

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