Se eu tivesse perdido o ônibus pra uma aula qualquer e tivesse que esperar para pegar o próximo, eu me atrasaria uns quinze minutos e, ao chegar em classe, o professor em seu discurso direto certamente lançaria-me um discurso indireto e, enfim, um constrangimento de três minutos. Houve um dia em que acordei trinta minutos errados e, chegando á reunião de negócios já começada, meu patrão suspendeu-me do trabalho com umm sermão por dois dias.
Afinal aí contavam sim os tempos, mas numa causalidade da importancia que me relacionava aos meus compromissos.
Apesar de não sermos íntimas - a Bruxa má, mais má de todas e eu - sua maldade estava acima de qualquer protocolo sobre meus fazeres e o tempo destinado a eles.
Pois bem, a Bruxa má havia me convidado ao seu jardim de raízes e eu, como mesmíssima má humana qualquer, pensando lá na informalidade de colher raízes para poções juramentais de instigações bruxísticas esqueci-me de atinar-me ao tempo e quando dei-me já haviam trinta segundos a mais que a lua combinada. Ao chegar ao jardim de raízes nem indireta, nem direta, nem sermão: enviou-me a bruxa má, mais má de todas, novamente aquele olhar aparentemente indiferente que acertou minha aura com uma praga de viver sempre eu correndo contra o tempo, encontrando seus brancos e rugas e manias em mim então depois tão indissolúveis.
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